terça-feira, 10 de junho de 2008

VOLTAR ATRÁS

As noticias hoje em dia estão a fazer-nos recuar a 1975 do século XX.
A arbitrariedade está de novo na rua. Por muita razão que possam ter, e têm com certeza, os camionistas parece estarem a ser usados pela política de alguns partidos para os quais apenas deve prevalecer a terra queimada.
O que vem publicado em quase todos os orgãos de comunicação social deixam transparecer atitudes que foram condenadas e que aconteciam no antigamente, que eram o facto de serem por nós ou contra nós.
Se isto não é verdade releiam:
Vários camiões foram apedrejados de madrugada na A1 entre Leiria e Alcanena - LEIRIA Pelo menos oito camiões foram apedrejados durante a madrugada na A2 - GRÂNDOLA
Não faltaram exemplos de uma velha manha: pare por aqui que fica seguro pois lá para a frente ninguém garante o que pode acontecer. Havia quem gritasse 'tu daqui já não sais', evocando velhas imagens do Verão Quente de 1975. Por tranquilizadores que possam ser alguns discursos, não nos iludamos: o País vive uma situação muito volátil em matéria de segurança e manutenção da ordem pública, para lá de estar à beira de um caos na economia.
Todas estas noticias retratam uma imagem que não espelha a realidade do País.
Os aumentos constantes dos produtos petrolíferos, não podem servir de desculpas para todos os atropelos às leis. E existem muitos em tudo o que se está a passar.
Vários especialistas contactados pelo DN disseram que o Governo tem margem legal para avançar com a requisição civil caso o protesto se volte a repetir a partir de segunda-feira.
Paralisação. Lei permite ao Governo fazer requisição civil dos transportes O patrão Jorge Lemos contesta ilegalidade da paralisação "Eu sou o dono dos camiões, faço deles o que quiser.
Perante isto ficamos todos a aguardar que haja um entendimento e que esse mesmo entendimento satisfaça todas as partes envolvidas neste conflito.
Transportadores, Governo e Consumidores têm que remar todos para o mesmo lado, mas há uns com mais responsabilidades que outros e esses que se assumam.
Não foi só receber o voto do Povo para depois olharem única e exclusivamente para os seus umbigos.

1 comentário:

Nuno Almeida disse...

Graças a Deus que alguém comenta isto... Devem haver uns outros milhares de blogs por ai espalhados a falarem do mesmo, mas como também não tenho muita paciência a encontrá-los, vou deixar aqui a minha opinião enquanto cidadão deste pais há beira mar plantado.
De facto o que se passou nestes últimos dias em Portugal, e não só, é o espelho do desespero que reina um pouco por esse mundo fora. Sim desespero... Estamos, como sempre estivemos, dependentes dos paises chamados "ricos" por causa desse liquido tão precioso chamado petróleo. As constantes subidas do preço do crude fazem com que os preços dos combustiveis esteja sempre a subir, numa montanha que um dia não terá mais por onde ser escalada. Não entendo é porque é que isto acontece somente quando se dá a dita liberalização dos preços dos combustiveis... Até essa altura os aumentos eram controlados o que me leva a crer que actualmente ninguém controla esses aumentos, ficando o "tuga" remetido ao silêncio e a aguentar o descalabro a que chegamos. Mas não quero fugir ao tema em questão...
Nestes últimos dias temos assistido a verdadeiras milicias, e aplico o termo "milicias" porque disso se trata. Acho que ninguém neste Pais tem dúvidas de que o protesto foi, é, e será legitimo, porque estamos à beira da ruptura. Apoiei os camionistas, porque também eu sou afectado no meu dia a dia com os preços dos combustiveis.
Não entendo as ameaças feitas por colegas uns aos outros; "olha que aqui estás seguro mas daqui para a frente não garantimos nada..." quer dizer que sabem que existem outros piquetes, estes sim piquetes pouco interessados em greves mas sim em pancadaria e destruição.
Onde andaram por estes dias as forças de autoridade?? Não vi em nenhuma reportagem ou noticiário sinais deles... Se calhar não havia combustivel para as deslocações.
Agora temos o Ministro a anunciar beneces aos camionistas,

AS DEZ MEDIDAS

1- Portagens reduzidas à noite entre 30 e 50 por cento

2 - Majoração das despesas de combustíveis no IRC

3 - Manutenção do ISP duranteum ano

4 - Indexação do frete ao custodo aumento dos combustíveis

5 - 30 dias para pagamento de facturas aos transportadores

6 - Manutenção do imposto de camionagem durante três anos

7 - Forma especial de pagamentodo IVA

8 - Subsídios à formação profissional

9 - Apoio ao abate de viaturas

10 - Apoios à renovação da frota

Quem é que vai pagar esta elevada factura? Sim... Porque ninguém dá nada a ninguém hoje em dia.
Preparem-se para mais aumentos de impostos e outros que permitam ao estado pagar aos camionistas, há nossa conta...