Esta noticia publicada hoje deve ser a sequência da brilhante ideia da ERSE, para fazer repercutir nos consumidores que cumprem as suas obrigações, os valores das dividas daqueles que o não fazem.
Só não se compreende, e daí talvez sim, os motivos destas dívidas serem tão elevadas, pois se a demora no corte da energia quando se verifica um incumprimento anda em cerca de seis meses.
Também ocorre perguntar se no seguimento desta brilhante ideia todos os consumidores optarem por não liquidar os valores das suas facturas o que se seguirá ?
Neste sentido as entidades bancárias deveriam também solicitar ao Banco de Portugal, entidade reguladora para o sector, se poderiam fazer reflectir na maioria dos seus clientes uma taxa para cobertura dos incobráveis que neste momento têm em carteira.
Termino com uma última questão. Será que o merceeiro do bairro onde moro também terá a possibilidade de criar uma taxa sobre as compras efectuadas pelos seus clientes para se ressarcir de meia dúzia de dívidas que já tem a alguns anos de clientes que desapareceram?
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