terça-feira, 10 de junho de 2008

SERÁ PARA RIR ?

Era só o que faltava João Proença, o dirigente nacional do PS que às vezes também é sindicalista, avançou com a ideia peregrina de uma taxa para todos os trabalhadores não-sindicalizados alegando que estes "beneficiam das negociações colectivas". As centrais sindicais estão com problemas financeiros dada a acentuada diminuição do número de sindicalizados. Logo, de supetão, surgem os tiques colectivistas de sempre: à força, querem obrigar toda a gente a pagar a manutenção dos privilégios dos profissionais do péssimo sindicalismo que temos. Dizem que será só um valor simbólico: 65% da quota. De ‘simbólico’ apenas constato o violento pontapé na liberdade dos trabalhadores. Só uma sentença judicial de última instância me forçará a cumprir este novo ‘imposto’.?
Noticia publicada hoje no Correio da Manhã que deve ser a mente deste senhor a actuar com alguns resquicios do fascismo que ainda não conseguiu eliminar do seu sub-consciente.
Há uma questão que gostaria que este " sindicalista " explicasse à maioria dos trabalhadores, se é que existe uma explicação lógica, para o facto de uma proposta apresentada à cerca de dez ou quinze anos no sentido dos trabalhadores das Empresas com mais de cem empregados poderem negociar os seus aumentos salariais directamente com a entidade patronal, proposta esta recusada liminarmente.
Também era bom que este senhor viesse a público explicar o facto de as tabelas salariais acordadas em sede de concertação social ou em negociações sindicatos/empresas estabelecerem as bases para os salários dos trabalhadores interessados, mas depois as empresas intervenientes não podem ultrapassar esses valores com a desculpa da equidade salarial.
Outra explicação que deveria ser dada também aos trabalhadores é porque é que existem contratos de trabalho colectivos que só prevêm aumentos salariais de 2 em 2 anos, quando todos sabemos que a inflação é anual e que ultimamente é quase mensal.
E para terminar gostaria que esse senhor viesse publicamente divulgar as tabelas salariais da maioria dos sindicalistas assim como as restantes regalias que os mesmos auferem. Ou será que já não há dinheiro que chegue e agora se pretende que todos os que não estão ligados a um sindicato devam pagar essas benesses?

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