sábado, 23 de abril de 2016

ABRIL - O mês da Mentira - III

Bons dias.
Hoje começo mais cedo as minhas deambulações por aqui mas mantendo o teor do tema iniciado e como já afirmei é única e exclusivamente a minha opinião sobre parte da realidade dos factos mencionados.
Ora foi referido que uma das principais origens do movimento dos capitães que leva ao 25 de Abril foram as facilidades que começaram a ser dadas aos oficiais milicianos para o seu ingresso no quadro permanente de oficiais. As reuniões entre oficiais do quadro tornaram-se uma constante para falarem sobre este assunto, tendo até sido considerado em conta também a situação que se começara a verificar com a classe de sargentos.
Salvo erro em Março de 1973 o então capitão Vasco Lourenço envia uma carta dirigida a diversos capitães para algumas unidades espalhadas pelo País. O teor da carta fazia referência a estes problemas e poderemos ler como se costuma dizer, nas entrelinhas, o motivo principal era o DESCONTENTAMENTO sobre a situação.

Este texto é parte do 1º parágrafo.

“ Prestígio do Exército Português está muito por baixo. É uma realidade … … … …
 e basta verificar quantos militares “ousam” enfrentar normalmente o dia a dia, fora de serviço, envergando a respectiva farda. “

Continuando a sua leitura verificamos de seguida estes vários excertos:

É chegada a hora de terminar este estado de coisas, pôr termo a esta situação, … … … … conseguir uma solução satisfatória e digna. “
… … … … “Estamos confiantes em que a nossa coragem, em enfrentar o problema, faça acordar todos aqueles que TÊMOBRIGAÇÃO em nos imitar, pois outra coisa não farão que defender a SUA POSIÇÃO MILTAR.” 
… … … “ … … … e apoio moral de grande parte dos Oficiais do Q.P. que bem conhecem as nossas dificuldades e justas aspirações” .
“… … … inerentes à nossa classe e também à Classe de Sargentos, … … … os problemas das outras duas classes que são os CABOS MILICIANOS e das PRAÇAS, … … … “ .

Quem pretender ler o conteúdo total é só aceder a este endereço que faz parte da biblioteca da Universidade de Coimbra e que se refere a quase tudo sobre esta data:

Podem dizer que aquilo que escrevo é uma interpretação pessoal sobre o assunto. Poderá ser mas também sei que muitas pessoas estão em parte de acordo com aquilo que digo aqui e que se refere na realidade à situação que se pretendia preservar sobre as promoções a passagem a oficiais do quadro. Para acalmar dúvidas é só entender o teor concreto dos Dec.Lei nº 353/73 de 19 de Julho e Dec.Lei nº 409/73 de 20 de Agosto, ambos de 1973.
A partir daqui tudo se passa rapidamente e chega-se ao ponto a que se chegou.
Depois de analisarem os documentos inseridos no site atrás referido cada um que os leia tomará a sua atitude e interpretara as coisas da maneira que quiser, mas que houve coisas escondidas houve.
Podem dizer que não eram do interesse da população. Pode ser que sim pode ser que não, mas uma coisa é lamentável de se ver, se houve quem não cumprisse com os acordos feitos deveria ter sido punido e aí o Povo sabe que houve muitos que foram além do acordado. O que lhes aconteceu? Nada.
Mais uma vez afirmo que isto é a minha opinião e a liberdade que me foi concedida é a única coisa que acho que lucrei com essa data. LIBERDADE DE EXPRESSÃO!
Portanto amigos consultem aquele site e analisem à vossa maneira o que lá está expresso. Agradeço a todos a vossa paciência e obrigado pela atenção.


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