Lamentavelmente para este Governo os ex – combatentes, forçados e obrigados, continuam a ser uma parte do POVO que convem eliminar o mais rapidamente possível. O exemplo mais recente é a redução que querem fazer sobre a miséria que nos é paga como suplemento de reforma. A proposta de lei aprovada em conselho de ministros, onde todos os que se sentam, não passaram por aquelas paragens, para eles actualmente zonas turísticas, mas onde muitos de nós perderam a vida e / ou ficaram doentes e com traumas de toda a espécie. Somos a ESCÓRIA DA HISTÓRIA. O que se pretende com esta proposta de lei é a consagração dos militares dos quadros permanentes, oficiais sargentos e praças e ainda dos chamados “ CHICOS “ que nada sabendo fazer foram metendo requerimentos atrás de requerimentos para continuar a usufruir da vida militar. Muitos desses foram dos primeiros a alinhar com os revoltosos do 25-A. Se por ventura estou errado vejamos :
- A nova legislação, aprovada na semana passada, altera o modo de cálculo do complemento estabelecido no tempo do ministro Paulo Portas, e cria três escalões em função do tempo de serviço e risco da zona, com um limite máximo de €150 e um mínimo de €75.
Ora esta maneira vai precisamente beneficiar aqueles com mais TEMPO DE SERVIÇO. Sobre a zona de risco ou o risco da zona, onde foram colocados, essas já estavam definidas na altura. GUINÉ – zona de 100% na totalidade. ANGOLA – Dividida em várias zonas, desde 25% até 100% . Agora a desculpa mais descarada e esfarrapada:
- O Governo quer travar o aumento progressivo da despesa com estes suplementos que, do ponto de visa financeiro, beneficiavam sobretudo os militares do quadro permanente com várias comissões em África, descurando os milicianos.
Só mesmo pessoas com total desconhecimento da realidade podem fazer estas afirmações, na medida em que contradiz os pressupostos indicados anteriormente. Então se a nova proposta de lei pretende fazer a diferença entre o tempo de serviço, quem vai beneficiar com ela : OS MILICIANOS OU OS DO QUADRO PERMANENTE? É que no segundo pressuposto diz-se que na anterior lei quem beneficiava eram os do quadro permanente. SERÁ QUE O BURRO SOU EU? Afinal quem irá sair beneficiado? Sobre o risco da zona é outra atrocidade. Agora são estes indivíduos que nada fizeram é que sabem melhor do que os que lá andaram qual as zonas de mais risco? E aqueles militares que só fizeram uma comissão, que devem ser cerca de 80 a 90 % ( +/- 1.000.000 – um milhão ) dos que lá andaram, irão ser espoliados de parte dessa verba para pagar mais uma esmola a cerca de 50.ooo? INTELIGENTES!!!???
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