sábado, 29 de novembro de 2008

GANANCIA E PODER

Cláudia Pedra, o rosto da Amnistia Internacional até há uns meses, lança uma empresa, a Stone Soup, para ajudar os outros. E está no centro da Plataforma Eu Acuso, que pedirá contas aos políticos de compromissos não assumidos. "Não me vejo a trabalhar para o lucro de alguém, mas sim a ajudar as pessoas." A frase ilustra a alma de Cláudia Pedra, 34 anos, ex - directora executiva da Amnistia Internacional. Uma militante empenhada que será o rosto, a 9 de Dezembro, do Tribunal de Consciência Eu Acuso, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, onde os políticos se sentarão no banco dos réus por não cumprirem compromissos assumidos na cimeira EU - África. Cláudia Pedra coordena a Plataforma Eu Acuso, composta por 13 organizações da sociedade civil, que pedirá contas a políticos, media e sociedade civil portugueses, num Tribunal de Consciência, presidido por um juiz, sete jurados, advogados de acusação e réus (fictícios), sobre os compromissos assumidos na Cimeira UE-África em Dezembro de 2007. O julgamento simbólico vai centrar-se nos fluxos migratórios, que afectam milhares de pessoas, refugiados e outros, que tentam chegar à Europa para fugir da pobreza e desemprego, mas são vítimas de tráfico, tratamento inumano e morte. Ou passam meses em centros de detenção policiais. "Vai ser um desafio...", promete Cláudia Pedra.
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Hoje ao folhear o DN sou confrontado com o artigo acima referido do qual extraí uma sumula e que poderá ser lido na integra no "link" agora referido.

Não dou nem deixo de dar razão a quem tem a sua opinião e a expressa livremente como mandam as regras da Democracia, estado em que julgo estarmos ainda a viver. Nunca por nunca quis abordar este tema em qualquer lugar que escrevo ou onde apresento os meus comentários.

É um assunto que tento evitar sempre que posso, mas hoje não fui capaz de me calar, por mais razões que a jornalista possa ter bem como a mentora do artigo em causa. E não sou capaz de me calar sem deixar de colocar uma série de questões, sabendo o risco que corro de ser apelidado de saudosista o passado, fascista ou outro qualquer epíteto normal nestas circunstâncias.

EU PASSEI PELA REALIDADE.

O Povo Português, a sua juventude dos anos 60/70 foi mandada combater por uma causa justa ou não, mas que na altura era real. Fomos todos forçados ou voluntários à força, desde que não houvesse hipóteses de fuga. Outros foram-no convencidos de que estavam a cumprir o seu DEVER para com a NAÇÃO. Há ainda aqueles que foram porque quiseram, pois era a sua profissão, mas que hoje tiram o rabo da seringa, mas exigem benesses a que se dizem com direitos. Os Povos lutaram pelas suas independências. Mas quais Povos. Convivi de perto como povo e nunca me foi dito que estavam mal, nunca me foi negado a ajuda quando dela necessitei e nunca deixei de ajudar quando foi necessário. A nossa, minha, ligação com aquela gente era real. Se havia quem quisesse usufruir de regalias que estavam a ser exploradas por terceiros, os colonizadores, não era o povo. Ou por outra, era o povo desde que viesse a beneficiar de algo. Depois da " descolonização ( ? ) " quem beneficiou? O POVO não foi de certeza e uns exploradores foram por outros substituídos. Não é preciso ser muito inteligente para ver isso. É preciso ter senso comum e ver a realidade com olhos de gente. Muitos sites e blogues na 'net' reportam a situação. Analisem, vejam e comparem:

http://africaminhamami.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

http://www.prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/AZaza002.htm

http://bimbe.blogs.sapo.pt/2008/09/23/

Também quero aqui deixar as imagens que me marcam desde essa data comparadas com outras mais recentes.

A quem serviu esta destruição?Quem lucrou?

OS POLITICOS DEVEM SER JULGADOS.
SIM!
MAS TODOS, DE AMBOS OS LADOS E DESDE OS IDOS DE 1974.

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