Sem querer estar a por-me de qualquer dos lados ou a tomar partido de um ou de outro, surgem-me dúvidas bastante grandes em relação à decisão tomada, quer pelo consórcio construtor quer pelo Governo. E estas dúvidas baseiam-se no seguinte aspecto.
- Não é de agora que se fala na construção deste troço da rede viária que vai aliviar o transito no Centro da cidade de Lisboa.
- Que eu me lembre há mais de trinta anos que tal traçado estava estudado e havia, ou pelo menos dizia-se haver estudos para isso.
- Esses estudos salvaguardavam o património erigido no Bairro de Santa Cruz, que se encontra habitado há muito mais tempo, não sei precisar quantos anos, mas sempre me lembro da existência destas habitações desde miúdo.
- No desenho supra a zona verde sempre foi referida como sendo o local de passagem desse troço e basta lembrar que quando a Refer alargou o traçado para quatro vias da linha de Sintra se procedeu a obras por debaixo do traçado para que a construção deste troço se fizesse.
- O proprietário inicial daqueles terrenos não foi autorizado a qualquer tipo de construção no local e isto ainda antes do 25A.
- Depois dessa data foi autorizada a construção do edifício que está assinalado pelo círculo vermelho e se repararem o mesmo está um tanto ou quanto desenquadrado do alinhamento e está SOZINHO E ISOLADO!
Analisem e digam se não há aqui qualquer coisa que não cheira bem?
Então onde é que está a coerência destes senhores em mandarem demolir casas que já existiam no local muito antes do prédio e se calhar muito antes de se pensar executar esta obra, em vez de se proceder à demolição de um prédio, cuja construção segundo se diz teve a licença da Câmara Municipal da Amadora, mas que foi erigido em terrenos já destinados à construção desta via?
Quem autorizou tal construção e baseado em que critérios?
Não é que tenha algo a ver com assunto, mas que causa estranheza lá isso causa!!!
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